A família de Michael Schumacher está enfrentando preocupações com a possível divulgação não autorizada de imagens, após o roubo de um disco rígido contendo arquivos pessoais do heptacampeão mundial da Fórmula 1, que está em coma há 11 anos. O HD desaparecido, fruto do roubo, tem gerado apreensão entre os familiares e amigos mais próximos do ex-piloto, com receio de que seu conteúdo seja vazado online.
Na terça-feira, 10, está agendado o julgamento de três cidadãos alemães acusados de chantagear a família Schumacher, ameaçando divulgar as imagens. Apesar de o caso estar sob avaliação judicial, a ausência do HD em posse dos familiares, somada à sua não localização após o furto, mantém uma atmosfera negativa de expectativa, conforme reportagem do jornal britânico 'Daily Mail'.
Os três indivíduos acusados de extorsão são Markus Fristche, ex-segurança pessoal do heptacampeão, Yilmaz Tozturkan e o filho Daniel Lins. Todos compareceram ao tribunal do distrito de Wuppertal, na Alemanha, nesta terça-feira, 10. Segundo o periódico inglês, o trio é apontado como responsável pela retenção de mais de 1500 arquivos pessoais de Michael Schumacher.
Todo esse conjunto de documentos foi distribuído em seis dispositivos, incluindo quatro pen drives e dois discos rígidos, após a demissão de Markus Fristche, o ex-segurança. Conforme noticiado pelo 'Daily Mail', esses registros contêm informações pessoais do ex-piloto, incluindo conteúdo inédito sobre seu tratamento pós-acidente de esqui ocorrido em 2013.
Neste ano, contudo, todos os pen drives e um dos discos rídigos foram recuperados na residência de um sobrinho de Yilmaz Tozturkan. Com um disco rígido ainda desaparecido, a família Schumacher está apreensiva quanto à possibilidade de divulgação do conteúdo armazenado no dispositivo. A principal preocupação reside na potencial publicação desses registros na 'dark web', uma parte da internet que não pode ser acessada por mecanismos de busca convencionais, como o 'Google'.